Governo quer MUDAR o número de dias em que você TRABALHA: SERÁ QUE FUNCIONA?

Proposta já vêm sendo adotada em outros países do mundo; governo brasileiro idealiza teste e já existem empresas aderindo

O trabalho é a principal fonte de renda das classes média e baixa do Brasil. Diariamente, milhões de brasileiros vendem seu tempo em troca de uma remuneração, em sua maioria, por bem mais do que oito horas diárias.

Tal forma de atividade laboral é adotada há muitos e muitos anos e já se tornou parte da cultura e até mesmo o movimento natural ao entrar na fase adulta da vida.

Contudo, um novo projeto tem sido discutido em todo o mundo e agora vem ganhando adeptos no Brasil, inclusive no próprio governo, por meio do Ministério do Trabalho.

Que novidade será essa? Acompanhe a seguir.

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Governo estuda mudança de dias de trabalho – Foto: Christin Hume via unsplash.com

Quantidade de dias de trabalho; governo brasileiro aprova a ideia

Atualmente a maior parte das empresas do mundo, incluindo nosso país, adota o sistema de cinco dias de trabalho por semana.

Alguns locais também consideram sábado como o chamado “dia útil” e, nesse sentido, o indivíduo costuma trabalhar 44 horas semanais.

Obviamente que se trata de um sistema padrão, pois sabe-se que muitas pessoas precisam trabalhar muito mais, sobretudo depois da reforma trabalhista, onde a “pejotização” dos cargos vem diluindo as horas dispensadas às atividades remuneradas frente à diminuição dos direitos trabalhistas.

De qualquer forma, o fato é que recentemente vários locais do mundo têm testado uma nova forma de divisão dos dias de exercício laboral.

Com a nova ideia, os profissionais teriam que trabalhar somente quatro dias por semana.

A proposta tem sido testada pela organização 4 Day Week Global, que não só defende a ideia como presta consultoria a empresas interessadas na adesão a ela.

O projeto tem sido desejado e comemorado por muitos trabalhadores e questionado pelo setor empresarial.

Entretanto, até mesmo Luiz Marinho, atual ministro da pasta do governo relacionada ao tema, o Ministério do Trabalho, tem considerado a redução da jornada.

Segundo ele, a adoção da forma mais enxuta de trabalho pode ser suportada pela economia brasileira.

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O representante do Ministério do Trabalho do atual governo federal considera o regime de trabalho viável – Foto: Ricardo Stuckert/PR via Wikimedia Commons

Países têm aderido ao regime

A ideia já vem sendo testada e adotada por vários países ao redor do mundo, em maior ou menor escala. Em alguns, inclusive, já há resultados dos testes.

No Brasil, a ideia é resultado de uma parceria entre a 4 Day Week e a brasileira Reconnect Hapiness at Work.

Por aqui, a proposta ainda está engatinhando entre o empresariado: atualmente, apenas 15 companhias começaram os pré-testes, no mês passado.

Após uma consultoria promovida pela parceria entre as ONGs, houve um treinamento para a implantação do modelo, o qual terá o teste real entre dezembro e janeiro, dependendo de cada empresa.

Vale destacar que não há um número mínimo de funcionários ou outro pré-requisito para que uma empresa queira participar do projeto.

Além disso, segundo a pesquisa Para Além da Revolução do Híbrido: O Paradoxo do Trabalho Flexível na América Latina, mais de 72% dos profissionais que trabalham em escritórios acreditam que sua produtividade teria um melhor rendimento se eles tivessem que trabalhar quatro dias por semana.

Outros países como Portugal, Reino Unido, Suécia, Espanha e Japão também têm adotado a prática.

Na Bélgica, por exemplo, o integrante de seu governo, primeiro-ministro Alexander de Croo, espera que a nova ideia crie uma economia mais dinâmica e facilite a conciliação da vida pessoal e profissional dos trabalhadores.

Outro local que fez os testes foi a Nova Zelândia, onde Nick Bangs, diretor administrativo da Unilever do país explica:

Acreditamos que as antigas formas de trabalho estão desatualizadas e não mais adequadas ao propósito.

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